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Archive for the ‘Filmes’ Category

Como faz?

Como tua missão pede bênção
Faz de mim um bilhete e oferta-me à Iemanjá
Para de nadar, deixa o mar levar
Esquecer demanda distância mais do que demanda tempo
Você percebe agora a resposta ao que há por dentro
?

« Marcos Vinícius »
baseado no filme ‘Sabor da Paixão’

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A perda da inocência

Porque remover a magia das coisas? Porque não manter o coração aberto de criança e acreditar que tudo é possível com amor e imaginação? Onde isso deixou de ser verdade? Racionalizar menos e sentir mais se faz necessário, ao menos pelo máximo de tempo!

Lembro-me de uma vez ter pego uma carona com um amigo do colégio para casa. Naquela época a irmã dele tinha uns 6 ou 5 anos, e vinha no banco de trás conosco, atenta às coisas que passavam pela janela, como rapidamente o que estava longe ficava para trás, quando com uma das mãos puxou levemente o cabelo de sua mãe para chamar a atenção da mesma e perguntou:
– Mãe, porque a Lua está nos seguindo?
Vendo um pouco de tensão e preocupação na voz da filha a mãe tratou de tranqüilizá-la:
– Meu amor, é que a Lua te achou bonita… Ela quer ser tua amiga! Ela está nos seguindo para saber onde tu moras e poder iluminar tua noite, para que vocês possam brincar juntas mesmo com a luz apagada…
Dava pra notar os olhos da menina brilhando, fascinada com aquela idéia de que a Lua queria ser amiga dela, imaginando como as duas iriam brincar juntas, serem amigas, ela olhou pela janela de uma maneira completamente diferente, encantada, sorrindo para Lua, como quem tenta dizer “eu também quero ser tua amiga” em um grito silencioso… O mundo era mágico! Naquele instante a guria era plenamente criança, e seu coração transbordava de alegria e magia, crença e imaginação, naquele momento havia fé nas possibilidades, havia felicidade… Mas o momento foi interrompido pelo pai, o motorista veloz, o homem da família, o realista, o racional, o sem coração, o sem graça, o descrente, o usurpador de sonhos:
– Não minta para a menina, explique o que ela verá na escola! Minha filha, a Lua é o satélite natural da Terra, ela é muito grande, maior do que nosso país inteiro eu acho, então ela não está se movimentando, nós é que estamos, e como ela está parada no mesmo lugar enquanto nós nos movimentamos você acha que ela também se meche, mas a verdade é que somos muito pequenos para nosso caminho tenha importância perto do tamanho da Lua…
Correto… Estupidamente correto… Estúpido… Numa só explicação ele não só roubou a magia da infância, a imaginação que começava a ferver da criança, a felicidade que estava brotando, como também tornou o assunto monótono e ainda pior, disse que somos insignificantes para algo, que nosso caminho não tem importância! E aquele brilho sumiu do olhar dela, o sorriso minguou, no lugar dele uma frase:
– Ah, tá…
E naquele instante aquela criança perdeu um pouco de sua fé… Continuou atenta à janela, vendo como as coisas que estavam a frente rapidamente ficavam para trás, mas sem saber que uma das coisas que havia ficado pra trás foi a magia que sua criatividade e imaginação viam nas coisas… Um dia fatalmente deixamos de ser criança, passamos a ter dificuldade de enxergar com o coração, de ver a magia das coisas, então prolonguemos isso ao máximo! Porque não deixamos a magia presente em coisas que não precisam de explicações, como o amor, amizade, destino, o sentido da vida… Melhor encarar que tudo é um milagre ao invés de achar que eles não existem, o copo está completamente cheio, metade com água e metade com ar…

Agora, recomendarei dois filmes que falam sobre isso, então abra seu coração e deixe a magia da infância entrar ao assistir a “Ponte para Terabítia” e “Peixe Grande”.

« Marcos Vinícius »

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Com que Freqüência?

Dizem que para você ser tocado por um romance tem de estar amando ou sofrendo por amor (o que também significa estar amando, no entanto sendo infeliz por isso), que o valor reconhecível deste nobre sentimento só é identificado nos olhos dos outros quando o temos em nós… Eu particularmente nunca concordei muito com isso, pois sempre reconheço e de certa forma sou tocado quando o assunto é sentimento e emoção (vai ver eu estou sempre amando ou sofrendo por amor, né? =P   ), quer seja uma música, um livro, um filme ou um fato. Quem já viveu algo acaba associando o visto ao vivido, ou ao que deseja viver, e de alguma forma é tocado, quer seja identificando-se como ser amado/amante ou repudiando de alguma forma àquela história…

Eu sou daqueles que adora quando encontra algo que expressa o que sempre pensou, que até tem frases suas, não que não seja interessante encontrar algo que faça-te mudar de idéia, mas é sempre bom achar pensamentos que são teus no mundo exterior, pessoas que pensem parecido, ou tenham o mesmo espírito e pensem diferente, pessoas cujas coincidências cósmicas (eu não acredito em coincidências, mas isso é assunto pra outro post) te fazem acreditar em almas gêmeas, e pessoas que expressam suas opiniões e pensamentos através da arte e de alguma forma ao você ver pensa: “É isso! Eu sempre achei isso! Sempre disse isso! É exatamente assim que eu penso!”.

Bom, não é ‘exatamente’ assim que penso, mas vim recomendar um filme, um filme simples (só isso já me faz identificar com ele), um filme de orçamento baixo e que ganhou o Oscar de melhor música (e com razão) em 2008 (David Bowie gostou tanto do filme que convidou os atores/músicos para abrirem os shows de sua turnê na Europa), um filme cujo título responde a pergunta: Com que freqüência você encontra a pessoa certa?

Apenas Uma Vez - Once

Apenas Uma Vez - Once

“Apenas uma vez” (título original ‘Once’) é um filme irlandês. Nele, um músico toca suas composições próprias para arrecadar alguns trocados pelas ruas de Dublin quando passando por acaso (o acaso sempre age nessas horas) uma moça tcheca se encanta pelas melodias, e acaba entrando na vida dele. Quando menos percebem os dois estão compondo juntos e a relação aponta para algo além da música, claro que fatores complicantes impossibilitam de as coisas serem fáceis, ou mesmo que todos compreendam as mensagens nas entrelinhas, como ficar feliz por um amor diferente, inesperado, ou mesmo platônico… Simples, bonito e encantador…

Acredito que não existe isso de ‘pessoa certa na hora errada’, se a hora é errada a pessoa não é a certa, pois certo mesmo é saber a hora de chegar, se deve chegar como um furacão e girar o mundo ou mansinho e devagar, e se ela fosse mesmo a pessoa certa vocês juntos transformariam a hora errada no momento certo (‘quem sabe faz a hora não espera acontecer…’, sábio Vandré), pois ‘onde há vontade há um caminho’… Também acredito que se não deu muito certo, provavelmente aquela não é a pessoa certa, e ficar acreditando que era só vai te impedir de enxergar a pessoa certa passar na tua frente, idas e vindas não me agradam nem em relacionamentos de terceiros, quanto mais nos meus… Acredito demais no amor, não importa que todos nós quebremos a cara de vez em quando, o sentimento é o correto, mesmo que a pessoa seja a errada, uma hora você acerta! Eu particularmente me encanto fácil, me apaixono logo e preciso de pouco para amar… Creio que não se deve perder muito tempo com pessoas erradas, a pessoa certa não vai ter tantas arestas a serem aparadas, o encaixe é quase imediato, quando ele ocorre vai ser pra durar (abaixo o efêmero) , que a pessoa certa aparece na vida de cada um, e que se deve mergulhar de cabeça nisso, sem medo de sentir, sem pés atrás, pois acredito que isso acontece “apenas uma vez”… E acredito que deveriam assistir a este filme…

« Marcos Vinícius »

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Sobre o Tempo

coffe

O tempo passa lentamente pra quem espera uma resposta
Resposta dos recados não deixados
Dos textos não escritos
Das cartas não enviadas
Das ligações não feitas
Dos amores não amados
Só o gosto amargo na boca de um café sem açúcar
Boca sem palavras, ouvidos sem sussurros
E uma certeza, só uma certeza
A de que não se pode esperar pra sempre

« Marcos Vinícius »
baseado em 09 anos de espera entre ‘antes do amanhecer’ e ‘antes do por do sol’

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