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Archive for abril \29\UTC 2009

Vem logo

Cala tua boca na minha
Cola teu corpo no meu
Cansei de falar de ti
Cansei de não te ter
Mas das batalhas que perdi
A pior foi perder você
Então se acredita ainda em algo vem
Vem depressa, vem logo, vem ligeiro
Pois quem a muito ama pressa tem
E dos beijos que desejo o teu é o primeiro

« Marcos Vinícius »

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Tão somente

Eu não vejo a hora
De te encontrar
Te ver mais uma vez
Te alcançar
A saudade incomoda
Faz revirar
Meu coração que tão somente
Quer te amar

« Marcos Vinícius »

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Os anjos também amam

Tu vieste a mim querida
Envolta num sonho bom
Tu vieste com encanto e vida
Deste à minha música um tom

Vieste envolta em teu perfume de jasmim
Vieste com todas as coincidências cósmicas
Foi em forma de amor que tu vieste a mim
Esse sentimento é que torna essa história irônica

Não enxergo nada menos que a melhor amiga
Tenho certeza que és uma alma gêmea
Mas não se pode pedir sentimento querida
E toda essa saudade é uma grande pena

Hoje não posso dizer que tenho tua amizade
Apesar de dizer que pra ti meus sentimentos cantam
E quando dizes que sou anjo te digo em verdade
“Tudo bem querida, mas os anjos também amam”

« Marcos Vinícius »

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Tímida Clausura

Lembro de quantas vezes fiquei preso em meu mundo, envolto nas paredes que eu mesmo criei, assistindo à vida que passava pela janela de vidro das paredes brancas, vendo um mundo de possibilidades as quais eu não vivia, enquanto a timidez me deixava trancado no mundo do ‘e se’… É lá onde moram os tímidos, enclausurados em sua própria carapaça em busca de proteção, refúgio dos olhos e olhares, dos seres e lugares, dos bens e dos males, de todos e tudo que os atingem a alma e traz esse medo tolo que é a vergonha. Até mesmo o ‘super-homem’ tem sua fortaleza da solidão, refúgio onde ele vai pensar, onde ele pode ser aquilo que ele realmente é, um só, um indivíduo, um imigrante num mundo de loucos, e nem toda força do mundo ou toda a velocidade e moral vão preencher o vazio que causa o fato irrefutável de que ele é um só, sem par, sem ninguém pra dividir, ele sente-se um super-tímido em sua fortaleza… Ele também olha pela janela quando se refugia no mundo do ‘e se’…

Foi uma grande amiga que me libertou de meu cárcere, quem me deu uma pedra, com ela quebrei a janela, pulei a parede, corri pela grama, passei, sorri, cantei, molhei os pés na praia, e enxerguei o quanto eu perdi por causa da timidez, mesmo ainda sendo aquela minha morada, o refúgio para minha alma enclausurada quando minha pele enrubesce e por dentro o sangue ferve enquanto minha pele fica gelada, com o suor que nela vem dizer “ele luta, ele disfarça, mas ele é tímido, vejam só”… Muita gente não acredita que sou tímido por ter aprendido a lidar com isso, mas a palidez láctica de minha pele não permite que meu enrubescimento se oculte, o vermelho vem, a vergonha também…

Obrigado amiga, por tudo que fizeste, mesmo o que não lembraste de lembrar depois, por ter me ajudado a quebrar essas janelas, muito do que sou hoje devo a ti, pois foi você quem me ajudou a dar os primeiros passos fora de minha clausura, essa tímida clausura que me impedia de viver plenamente, de ser quem eu queria ser realmente… Nunca vou cansar de dizer, por nunca imaginar que tu um dia irás compreender o quanto te devo por isso, o quanto te amo por isso, o quanto eu te amo mais ainda por tu teres feito isso tão sem perceber que esqueceste que fizeste, o quanto te admiro por ser uma pessoa tão encantadora, tão querida, que traz tanto sentido à palavra ‘amiga’.

Obrigado…

« Marcos Vinícius »

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Se Foi

Ele foi pra não voltar
Não levou nada
Nem vira buscar
Nem mandará pegar

Ele foi pra não voltar
Não me disse nada
Nem irá ligar
Nem carta chegará

Ele foi pra não voltar
Não levou nada
Não disse nada
Mas deixou tudo que eu precisava

Deixou seu amor e seu carinho
Ensinou-me a ser feliz, acompanhado ou sozinho
Me fez entender o valor do amor
Foi meu pai, meu amigo, meu professor

Ele agora me assiste de longe e sorri
“Naquela mesa” até posso ouvi-lo cantar
Música que finalmente entendi
Quando ele se foi pra não voltar

« Marcos Vinícius »
para Leilah…
que minhas palavras te abracem a alma enquanto meus braços estão longes do teu corpo minha amiga…
meus pêsames…

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Mosaico

Meu coração está em cacos… Ficou assim devido as pancadas, quedas, atropelos, deslizes, enfim, tudo que veio antes e durante, tudo que ficou depois foram cacos… E essa vida que deixa em pedaços meu coração é a mesma vida que me fez unir os grãos e virar pedra, virar rocha, ser resistente a tantas outras pancadas, tantas outras tentativas de penetrar em meu peito, onde ainda há um coração em pedaços. É a mesma vida que me faz ferver, me aquece por dentro, e transforma minha alma em magma, magnânima lava incandescente que amolece tudo o que toca, derrete o mundo, derrete meu peito dentro dessa carapaça de rocha, derrete também o meu coração, derrete os pedaços que viram uma só mancha pulsante, que se solidifica novamente quando a alma se cura, tendo um novo coração, recuperado, mas sem cicatrizes de acidentes anteriores.

Essa é minha arte na vida, refazer meu coração, esse vaso raro que uso para transportar amor em situações diversas. Amores fraternos, amores amigos, amores carnais, amores de cumplicidade, amores, amadas, amáveis… Tudo no coração, comigo na carroça em que ando pela vida, podendo cair um pelo caminho, receber outro numa esquina, um rachar ao passar num buraco, um surgir nas mãos de alguém pela estrada, um vazio, um cheio ou um com quase nada…

Mas então você veio… Com toda sua abstração, você veio… Com toda sua paixão, você veio… Me tirou desse iluminismos precioso, matemático e trabalhoso e veio…. Mostrou-me uma nova arte, mostrou-me um novo amar, chamou-me para tomar parte, chamou-me para abraçar… Mostrou-me mil razões para te amar, mostrou-me mil razões para me afastar, mostrou-me todas as razões para eu ir, mas deu-me o melhor motivo para ficar… Mostrou-me teu peito, mostrou-me teu coração, nada ali de perfeito, um mosaico de emoção, me fez querer estar perto com verbos afiados em tua língua roaz, e com o carinho de tuas mãos me fez querer ficar ainda mais…

Hoje não ligo se meu coração quebrar, pois dos cacos também farei um mosaico, temos cola de amor para colar, depois que arrumarmos os pedaços, num desenho feito a quatro mãos, uma peça feita com paixão, e sei muito bem que separados muito feliz eu vou ser, mas se é pra sorrir sem ti, prefiro chorar com você, essa louca que me traz a insanidade que preciso, quando meus pés estão muito presos ao chão, e essa mulher inteligente e decidida, que sabe me levar pela mão… Assim é um mosaico amigos, uma bagunça arrumada para dar ordem e forma ao caos, assim é a vida que preciso, pois nem só de perfeição vive um mortal…

« Marcos Vinícius »

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Moça das letras

Estava eu andando por aí prestando atenção em coisas que passam despercebidas aos olhos apressados de quem vive nesse planeta apressado (é meio que minha maneira de inovar o caminho antigo que percorro com freqüência, me pergunto ‘o que há de novo velho amigo? ’ com meu olhar percorrendo nuances)…

Nessas peregrinações visuais de um minuto e meio enquanto paro no trânsito já descobri pequenos tesouros escondidos, guardados dos olhos, visões raras, como uma flor que nascia na parede de um prédio (interessante como a vida insiste em surgir mesmo em locais inóspitos, tenho consciência de que a esse pequeno milagre é estendível a outras áreas e sentimentos), ou um filhote de gato que brincava com a goteira insistente, como se as gotas que caíam do telhado da banca fossem pequenas bolas de lã, ou o bebê do carro ao lado que me sorria pelo simples fato de eu olhar pra ele (ah se os adultos mantivessem esse espírito)…

Foi numa dessas caminhadas que a vi. Meus olhos se fixaram nela como a idade se fixa em nosso semblante, sem perceber, mas inevitavelmente… Ela não piscava, ela sorria, seu rosto era iluminado por uma forte luz lateral, e por várias outras luzes, mas a maior delas era a luz que vinha de dentro, que explodia naquele sorriso, que jorrava de dentro daqueles olhos… Havia alguém ao seu lado, mas me fugia ao enquadramento, sequer sabia que lugar era aquele mais, apenas mirava no fundo daqueles olhos azuis, naqueles cabelos castanhos ao vento, naquele delicado pingente em volta daquele lindo pescoço, a blusinha branca com estampas tão meigas quanto aquele semblante, o pequeno sinal, ponto de atração visual, colocado com precisão divina acima do canto de sua boca, cada detalhe da cena me encantava…

Essa guria gostava de ler, gostava de palavras, tinha um toque de Deus em si, vestia a alma do lado de fora, como seria bom tomar um café ouvindo Beatles e conversar com ela! Mas eu não podia… Não sou de convidar pixels para um café, não gosto tanto assim de zeros e uns, prefiro o 2, o par, mesmo ela sendo única, ainda não conhecia a moça por trás daquela foto, e foi aí que lembrei que eu estava em casa, olhando pra uma tela de quinze polegadas, enfeitiçado…

Isso me fez olhar um pouco mais ao redor, descobrir conhecidos em comum, descobrir inclusive que a pessoa ao lado dela era uma amiga muito querida, que me disse mais sobre o que senti ao ver aquela moça, sobre o que vi ao sentir aquela guria, aquela jornalista encantada e encantadora, e que além de palavras apreciava imagens! Ah, imagens… Fotos, desenhos, pinturas, a linguagem que fala diretamente à alma… Houve desencontro, mas persiste o encanto moça das letras, ainda irei lhe conhecer, ainda tomarei esse café com você…

« Marcos Vinícius »

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