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Archive for novembro \28\UTC 2008

Persistência e Insistência

Um defeito e uma qualidade tão próximos que sua atitude é a mesma, o que muda é a situação, e quando uma coisa muda, tudo muda… Há uma linha tênue que ao ser cruzada transforma a tenacidade em burrice, e avaliar onde essa linha se encontra em cada situação é uma tarefa das mais difíceis.

Eu sou dos que acreditam que tudo é possível. Que não há limite para um ser humano, e que ele pode superar os obstáculos, quer seja passando por sobre, dando a volta, eliminando o que o impede de ir adiante ou mesmo aguardando que aquele empecilho se mova com o passar do tempo, pois pra mim ‘onde há vontade há um caminho’. Agora, será que aquilo realmente vale a pena? Não haveria menos espera ao tomar outro caminho? Claro que aqui vale uma referência ao texto ‘flores raras’ deste mesmo blog, que quando o objetivo é valioso, a espera e a paciência se fazem necessários e valem apena ao final.

Nativa Norte Americana (por Marcos Vinicius)

Nativa Norte Americana (por Marcos Vinícius)

Os ameríndios da América do Norte tinham por hábito dançar para clamar aos Deuses por água, a famosa ‘dança da chuva’. Sabe por que a dança da chuva sempre dava certo? Porque os índios só paravam de dançar quando chovia. Se não desistires, continuares persistente em busca de teus objetivos, pode levar dias, ou anos, mas só saberás se não conseguirás atingi-los ao morrer, e olhe lá. Sempre que dizes ‘mas eu tentei e não consegui’ quer dizer que desististe antes de consegui-lo, e posto que ainda estejas vivo, devias tentar novamente até que conseguisses. Claro, sempre que avaliares que vale a pena, que serás persistente, e não insistente em brigar com moinhos de vento, perseguindo fantasmas inexistentes ou se essa busca te penitencia. Ser persistente é necessário para conseguir tudo na vida, posto que praticamente nada vem fácil.

E o insistente? Quando a persistência passa a ser inconveniente? Exatamente aí. O insistente é inconveniente consigo ou com outros, e diferente do persistente, ele não analisa suas possibilidades e atos com clareza. Uma pessoa persistente não desistiria fácil de uma dama, por exemplo, faria surpresas, buscaria conhecê-la, que ela o conhecesse, passaria por cima dos obstáculos em nome de um sentimento ou interesse em um flor rara. Mas quando a flor não quer ser cultivada? O persistente perceberia e não a incomodaria mais. O insistente não percebe isso, continuaria em frente, inconveniente consigo, e com a donzela em questão. Enquanto o persistente provoca admiração, é tachado por herói, o insistente provoca repúdio e é tachado por chato.

Então, aquele slogan da campanha do governo federal pela valorização do povo contém um furo… “Sou brasileiro e não desisto nunca!” Fantástico, desde que não seja inconveniente com alguém, o furo está na generalização (incrível como generalizações têm esse poder de tornarem-se estúpidas), no ‘nunca’. Seria mais adequado ‘Sou brasileiro e não desisto fácil!’, mas concordo que a maneira generalista tem maior apelo comercial estampada numa blusa por exemplo.

Persista, mas não insista, não incomode e não se acomode…

« Marcos Vinícius »

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Sorria Sophia (Parte 03 – Final)

É chegada a hora do novo encontro… Ainda que ele estivesse ansioso por encontrá-la seus passos estavam lentos, não havia pressa. Pensava nas palavras daquela linda dama, pensava em suas observações, seu otimismo, na beleza por trás do seu sorriso, em como ela era tão linda em sua essência que seu rosto refletia um poema, sem palavras, mas de linhas bem definidas, com seu olhar ela iluminava o dia e o perfume de sua alma transcendia pelos poros, deixando um aroma de jasmim no ar. O que seria a terceira observação? Qual nova revelação faria com que os mistérios daquela linda moça se solucionassem? Um passo após o outro essas perguntas se repetiam como ‘direita, esquerda’ em uma marcha, quando em fim chegou ao seu destino…
– Olá moça do sorriso bonito!
– Olá moço das palavras…
– Estás a cada dia mais linda! Percebo agora o quanto foi tolo em achar que não mudaste…
– Estou? Tu achas?
– Bem, na verdade após teres me aberto os olhos, sei que tu já estavas muito mais linda, eu apenas passei a perceber isso, assim como sei também que tua beleza vai além do que vejo hoje…
– Você e suas palavras também ficam mais lindos a cada dia….
– Por que não estás tão sorridente hoje?
– Por que hoje é o fim de um ciclo, e o início de outro, e por mais que eu não saiba qual será o novo ciclo, mesmo que ele possa ser melhor que o anterior, é o fim de um bom ciclo… Um lindo e ótimo ciclo…
– Eu sempre acreditei na magia em torno do número três, tanto para coisas boas, como para as ruins…
– É verdade… Mas passou, devemos ir adiante, sempre, então te direi logo a terceira observação…
– Espera!
– Não queres mais saber?
– Claro que quero, não é isso…
– E o que é então?
– Acontece que das coisas que tenho aprendido, ontem vi que quanto tu me explicava algo, me dava uma resposta pronta e fácil, eu devia ir para pensar sobre ela… Percebi que com isso me mostraste q tudo demanda tempo, e se eu me pusesse a procurar as respostas por mim mesmo, já teria pensado muito nelas e não precisaria dessa reflexão pós-conclusão…
– Muito bem, isso não é tão fácil de perceber-se… Podes caminhar sem muletas também…
– Mas o principal, é que se me disseres a terceira observação, eu terei de ir, e não haverá mistério amanhã, nem teu sorriso, nem este encontro nem mais nada!
– Como eu disse, o fim de um ciclo…
– Mas não dessa maneira, não assim! Eu me lembro de teres dito em nossa primeira conversa que podias me explicar o porquê das coisas, mas eu devia optar em como usar meu tempo… Isso ainda é válido?
– Sempre é moço, só tu podes decidir como usar teu tempo.
– Então não quero que me contes teus mistérios, não quero que me explique e me ponha a pensar, quero pensar contigo além de pensar em ti, quero aprender e descobrir teus mistérios aos poucos, percebendo sem pressa, temos uma vida inteira pela frente, pra que pressa?
Ela sorriu com a boca, com os olhos, com a alma, e a felicidade em seu peito era tanta que essa alegria apertada em seu coração transbordou em forma de lágrimas e lavou-lhe a face. Seus lábios tremeram durante o sorriso, mas antes que ela falasse algo ele continuou…
– Quero conhecer-te por inteiro! Quero descobrir quem você realmente é, conversar com sua essência, e ver quais são os valores, crenças e experiências que constituem sua personalidade, que modelam seus pensamentos e guiam suas atitudes… Mas sem pressa, aos poucos, devagar, conservemos parte do mistério.
– E se eu não quiser que descubras?
– Eventualmente eu descobrirei, mas não precisamos falar sobre isso… Não precisamos nada, na verdade, vamos nos concentrar no verbo ‘querer’. O que você quer?
– Olha, uma das verdades do universo é que as mulheres não sabem o que querem, pelo menos não por muito tempo…. E adivinha só? Eu sou mulher! Na fujo a esta regra…
Assustado ele ia iniciar a afastar-se dela quando ela segurou sua mão e falou:
– Mas no momento cuida de mim enquanto eu me lembro de você…
– E tu achas que eu permitiria que tu te esquecesses de mim?
– Só não demores a me beijar, tá?
– Não posso beijar alguém cujo nome eu não sei…
– Meu nome é…
Ela foi interrompida por um beijo carinhoso no início, quente ao meio e terno no final, e enquanto ainda recuperava o fôlego, de olhos fechados, o ouviu dizer baixinho:
– …mas sei que logo me dirás, então posso sim beijar-te.
– Sophia… Chamo-me Sophia…
– Abra teus olhos Sophia, abra teus olhos e sorria…
– Sorria Sophia… Isso daria uma poesia…
– Quem sabe, com tua beleza como inspiração e minhas palavras como ferramenta não criamos uma história ao menos?
– Posso ter uma prévia dos próximos capítulos?
– Amor, poesia, amor, beijos, amor, abraços, amor, carinho, amor, amor, amor… Ah, depois felicidade, conversas e claro, mais amor…
– Então eu toquei teu coração?
– Tu o atravessaste com uma flecha em forma de sorriso…
– Quero ler esta história em breve…
– Então me ajudas a escrevê-la agora…

« Marcos Vinícius »

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Por que todo dia é dia…

Fiz no dia internacional delas desse ano…

Dia Internacional da Mulher

Dia Internacional da Mulher

Flor-Mulher

Cada mulher trás consigo
o mistério da vida
e uma vida de mistérios…

Seja com o perfume da primavera,
seja numa tempestade de sentimentos,
seja com a beleza da Lua,
ou com a força co canto dos ventos…

Cada uma com peculiaridades de uma flor
para definir a todos quem ela é…
Cada uma com seus encantos
e sua maneira única de ser mulher…

« Marcos Vinícius »

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Digestão Mental

Sou meio ‘traça de livro’, leio de tudo um pouco, um pouco de tudo, muito sobre alguns e tudo sobre poucos… Quando pequeno alguns achavam que eu não lia. Claro! Eu lia quando ninguém via, lia para mim, não os livros do colégio, mas os da biblioteca, aqueles que ninguém era ‘obrigado’ a ler (tinha sérios problemas em aceitar essa palavra, até hoje acredito que ninguém é ‘obrigado’ a quase nada na vida, mas que se deve encarar a conseqüência do que se faz), assim, quando todos liam “O Pequeno Príncipe” eu lia “O Fantasma que Falava Espanhol”, quando todos começavam a ler “O Fantasma que Falava Espanhol” eu lia “Dom Casmurro”, quando todos liam “Dom Casmurro” lá estava eu com “O Pequeno Príncipe”, ia lendo por prazer, não por ‘obrigação’. E assim foi crescendo esse prazer…

A curiosidade foi outro fator importante, em querer saber o conteúdo das bulas, as fases da lua, os nomes das ruas… Por quê? Essa pergunta tão comum nas crianças não era facilmente saciada, e por não gostar de incomodar, ao invés de simplesmente perguntar a um adulto eu ia atrás em uma enciclopédia ou em livros, onde teria detalhes, fotos, ilustrações… Sentava na rede com a ‘Enciclopédia IstoÉ’ e lia uma letra por dia, em um mês havia lido a enciclopédia inteira… Iniciei o mesmo com o dicionário, mas como esse era muito empoeirado a alergia me barrou a idéia…

Os livros me puseram a imaginar, claro, mas principalmente a pensar… Acredito que um livro deve ser saboreado, degustado, ou até mesmo devorado vorazmente, mas demanda tempo para ser digerido. Não gosto de ler mais de um livro ao mesmo tempo por isso. Quando tu lês algo, aquilo entre em tua mente e pronto… Cabe a ti pensar sobre o que leste, encubar aquelas idéias, amadurecê-las, tens de analisar como aquelas informações podem ser utilizadas dali em diante, permitir que o livro mude a ti, a tua vida e com essas reflexões sobre o que leste é que as idéias que o livro semeou em tua mente brotarão em tua alma, em teu coração, em tua vida! E é claro, viva! Aplique em tua vida aquilo que leste, permitas que o livro te ajude, quem sabe a ser alguém melhor ou não, mas não apenas leias e penses, esquecendo-te de viver também a tua própria história, escrever teu roteiro, ser diretor e personagem de teu filme, e não apenas espectador…

Sofá

Então, quando dizem que não podem perder um fim de semana num sofá enquanto a vida passa, eu penso que sim, um sofá como este é muito bem vindo, é um investimento e não perda de tempo, no entanto perder um não quer dizer perder todos… Em tudo na vida o melhor a se buscar é harmonia!

Leia um livro, viva a vida, pense no livro, leia a vida, viva o livro, pense na vida, viva livre, livre a vida, a vida é um livro, um livro é vivo… Permita que assim seja…

« Marcos Vinícius »

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Sorria Sophia (Parte 02)

No dia seguinte ele voltou (como era esperado). Havia pensado muito em como ela era levada pela expectativa de um futuro melhor eminente. Se achou um bobo por não entender como ela sendo tão otimista não ficara ainda mais feliz quando a primavera chegou… Quem sabe com as outras observações? Chegou de mansinho, sem que ela percebesse e tocou em seu ombro.
– Olá novamente ‘Moça do Sorriso Bonito’!
– Olá ‘Moço das Palavras’!
– Engraçado, hoje eu gostaria que trocássemos de papel…
– Queres meu sorriso moço?
– Não, não é isso… Essa perfeição é obra divina, não há como eu imitá-la, apenas ansiava por mais palavras tuas.
– Mas refletiste sobre as que proferi ontem?
– Demais! Na verdade, não fiz outra coisa… Li e reli em minhas memórias, e ainda releio novamente agora enquanto vejo o brilho de teus olhos.
– Palavras bonitas como sempre as tuas…
– Palavras senhorita, a beleza é tua, já disse…
Ela sorriu sem jeito, e o abraçou, dizendo-lhe baixinho:
– Nunca me importei de me ver em espelhos, mas ao perceber-me refletida em tuas palavras eu sinto vontade de esconder-me…
– Esconder-se de mim?
– Não seu bobo… Esconder-me em ti! Em tua alma, em teu coração, de onde vêm essas palavras.
– Bom, em meu pensamento já estás, quem sabe onde irás com a próxima observação?
– Ah, achei que não fosses perguntar…
– Verdade?
– Não… Sabias que viria perguntar, só não imaginei quanto tempo levaria.
– É, minha curiosidade se perdeu em teu sorriso…
– Agora que a achamos, vou contar-te a segunda observação…
– …
Mais uma vez veio em direção ao seu ouvido e sussurrou:
– Algo mudou com a mudança da estação, apenas você ainda não percebeu.
– Bem, tua beleza continuou a mesma, teu sorriso permanece o mesmo, o brilho encantador de teu olhar não mudou… Continuas linda, e como, mas não mais, nem menos…
– E o que poderia ter mudado então?
– Agora você não pensa mais na primavera?
– Pra que pensar nela quando posso vivê-la? Ela está aqui, ao nosso redor, nos abraça agora!
– Huuum… Começo a entender…
– Muitos passam a vida pensando, sonhando com algo e não vivenciam o que muitas vezes está bem diante delas, que pode até ser diferente de seus sonhos, mas diferente não é ruim, pode inclusive ser melhor, é apenas diferente.
– Nossa! Realmente falaste mais hoje!
– E você sorriu mais moço… Seu desejo foi atendido!
– E entendo que tu mudaste mas por dentro… Realmente estás mais bela…
– E não é por dentro que se encontra a verdadeira beleza?
– Fascinante! Cada vez tu ficas mais interessante… Poderia passar horas conversando contigo!
– Não podes… Tens que ir…
– Como?
– Te contei o que querias saber, agora deves pensar mais… Amanhã, se tiveres vontade, sabes onde me encontrar…
– Então tenho que ir porque tu me contaste a segunda observação?
– Isso…
– Irei pensar nisso com certeza.
– Assim espero moço…
– Como saberei com certeza se tu estarás aqui amanhã?
– Não terás certeza, mas saberás… Tenha fé, o que teu coração te diz?
– Te vejo amanhã senhorita que me ilumina o dia!
Ambos sorriram, havia uma certa mágica no ar que só as tardes de primavera possuem, ele andava de costas para não tirar os olhos dela, ela tentava não suspirar enquanto ele ainda olhava e se despediram já contando as horas para o dia de amanhã…

« Marcos Vinícius »

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O céu é o limite?

Já contei esta história várias vezes, sendo a última em um comentário no blog de minha irmãzona Nathalia, me referindo à expressão ‘O céu é o Limite’…

Quando eu era pequeno minha mãe colocou um pôster no meu quarto, pôster o qual ela achava muito bonito, dizia que as cores eram muito boas. Ela não fazia idéia de o quanto crescer vendo aquele pôster na parede do quarto me influenciaria…

Era uma imagem aerografada (feita com aerógrafo), belíssima, pintada com cores realmente bem vivas (anos 80, u-huuu), com um céu envolto em nuvens. Na frente, uma pessoa voando de asa-delta, bem grande, tomando boa parte do pôster, e em segundo plano, no canto superior esquerdo, um ônibus-espacial decolando, emanando luz, fogo e fumaça enquanto rasgava a cena de um canto ao outro, voando para fora do pôster em sua diagonal…

A imagem por si só já é bastante emblemática, já diz muito a mim, mas para explicitar ainda mais seu significado havia no canto inferior direito uma frase, envolta pela fumaça de onde partiu o ônibus espacial e por nuvens as quais ele atravessou, sendo tanto partida da asa delta quanto do ônibus, e (imagino eu) também ponto de partida para a ilustração inteira. Esta frase me acompanha até hoje: “O infinito é a busca de todos os dias…”

O céu foi o limite durante muito tempo, e o homem aprendeu a planar, a voar de diversas maneiras, foi adquirindo cada vez mais velocidade, indo cada vez mais ‘para o alto e avante’, e então o espaço virou a última fronteira… Guerra fria, corrida espacial, os motivos não vêm ao caso, mas o homem ultrapassou esse limite, e foi ainda mais além com telescópios e sondas, explorando astros, descobrindo planetas e galáxias cada vez mais distantes… Quem sabe o limite daqui a 15 anos?

Eu costumo a dizer que o ser humano é um ser surpreendente (positiva e negativamente), então nunca menospreze seu potencial. Um amigo disse certa vez que não se superam limites. Se você o supera, é porque aquele não era um limite, apenas um obstáculo, o limite mesmo não se supera nunca. Eu acredito que o limite inexiste, que nessa teoria dele, tudo passa a ser obstáculo, e que pode demandar tempo, planejamento, raciocínio e ação, mas um dia pode-se superar tudo, se assim realmente quiseres.

Infinito (por marcos Vinicius)Não se limite, não há limite, ‘o infinito é a busca de todos os dias’, vá além, vá… Apenas vá…

« Marcos Vinícius »

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Sorria Sophia (Parte 01)

– Olá moça do sorriso bonito!
– Olá moço das belas palavras!
– Te observei todos estes dias, até a primavera chegar hoje, me questionando se, quando ela viesse, tu ficarias ainda mais bonita formosa dama…
– E então?
– Tu não mudaste… Continuaste linda como no inverno, nem mais, nem menos…
– E isso te desapontou?
– Não, eu não vejo as coisas com a visão comum… Acredito que estavas linda de mais no inverno, e não linda de menos na primavera, então há um mérito nisso, e não um defeito…
– Interessante… Você não só não cobra mais do que as pessoas podem oferecer como crê que elas oferecem o melhor de si?
– Mais ou menos… Mas isso me gera várias curiosidades…
– Continue…
– Em ti, por exemplo… Por que estavas tão feliz no inverno? Cheia de graça e cor?
– A cerca disso eu tenho três observações, mas não podem ser ditas todas de uma vez…
– Por que não?
– Eu posso lhe explicar o porquê das coisas ou lhe dar a primeira observação. Como você prefere usar seu tempo?
– Conta-me uma observação…
Ela fitou os olhos dele com os seus enquanto abria seu lindo sorriso habitual, segurou-lhe a mão e disse em seu ouvido:
– Eu passei o inverno pensando em como seria lindo quando a primavera chegasse…
Ele sorriu de volta e falou:
– Parafraseando a ti: “Interessante…”. Então tu não te entregaste ao frio do inverno por pensar no calor da primavera?
– Sim.
– Isso te torna ainda mais linda… Conta-me mais?
– Hoje não meu caro observador de sorrisos…
– Mas…
– “Mas por quê?” Já disse pra não te preocupares com explicações agora, logo as outras respostas aparecem, apenas aproveite para pensar na primeira observação e retorne se tiver vontade de conversar mais…
– Bom, posso ao menos saber teu nome?
– “Moça do sorriso bonito” está ótimo por mim… E por ti?
– Bom, ‘moço das palavras’ apenas, belas ou não depende de quem as interpreta… As palavras são minhas, a beleza é tua.
Dessa vez seu sorriso veio semi-tímido, respondido por ele com um riso de despedida por cima do ombro enquanto ela o observava caminhar, tendo a certeza de que não seria a última vez que veria aquela cena…

« Marcos Vinícius »

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